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24/09/2020 - 19h00Cineclube TJ inova com sessão virtualForo Íntimo, filme de estreia da modalidade em casa, mobilizou internautas

  Em novo formato, Cineclube inaugura fase em casa com filme rodado no Fórum da capital Nunca foi tão pertinente exibir uma obra que fala de confinamento e da separação público x privado como agora, após meses de restrições à livre movimentação em decorrência do risco de contágio pelo novo coronavírus. Eis uma razão – que aliás não é a única – para confirmar o cuidado com que foi preparada a primeira edição do Cineclube TJ em casa, com transmissão do filme pelo YouTube, nesta quinta-feira (24/09). Em menor escala, o cidadão comum experimentou, em uma crise sanitária inédita no século XXI, o que os encarcerados padecem dia após dia. E Foro Íntimo (2017), do cineasta Ricardo Mehedff, fala de algo semelhante (embora vivenciado por quem em geral aplica a pena), num ambiente familiar a muitos belo-horizontinos: o Fórum Lafayette, no Barro Preto, na capital. O desembargador Matheus Chaves Jardim, coordenador do Cineclube, falou sobre a adequação das atividades ao momento O desembargador Matheus Chaves Jardim, coordenador do projeto, recepcionou o público. “A fim de garantir a segurança de seus frequentadores, o Cineclube TJ se adequou aos novos tempos de isolamento social e foi criado o Cineclube TJ em casa, que exibirá filmes nacionais da melhor qualidade, mantendo o formato interativo.”  Sem a fruição coletiva e o deslocamento espacial como preparativos para o contato com o filme, muito se perde. Por isso, o TJMG se preocupou em trazer uma boa dose de calor humano para a experiência. Após a exibição, o diretor participou de um bate-papo com espectadores, em um chat aberto. A conversa foi mediada pela jornalista e produtora Maristela Bretas, criadora do blog Cinema no Escurinho, parceiro do Cineclube TJ em Casa. Debate Na conversa com a audiência, surgiram questões técnicas, como o equipamento utilizado, opções estéticas, atividades pregressas de Mehedff, a linguagem e os recursos utilizados para construir a obra, referências cinematográficas, o recrutamento do elenco, laboratórios dos atores e a articulação com o diretor do foro de Belo Horizonte à época, juiz Ronaldo Vasques, para propor o projeto, pronta e entusiasticamente acolhido. Diretor respondeu a perguntas e onversou com os internautas O realizador explicou que pensou o filme, desde o princípio, em preto e branco, como forma de conferir a ele um clima noir, próprio ao suspense que se cria na narrativa, e também uma dose de atemporalidade. Ele conta que, ao longo do processo, se deu conta de que a situação de ameaça pairava sobre muitos magistrados brasileiros, com os quais ele colheu informações e cujas vidas ele pesquisou na elaboração da trama. Mehedff diz que tentou fazer que a edificação (inicialmente, apenas um cenário) vá ganhando contornos de personagem, porque interage com o protagonista instaurando uma sensação de claustrofobia, solidão, monotonia e opressão. O cineasta contou, também, que, na ocasião da filmagem, toda a equipe do Judiciário estadual mineiro foi receptiva, generosa e fundamental para o sucesso da proposta. A jornalista Maristela Bretas apresentou o realizador e mediou o debate De acordo com o diretor, o filme permitiu que ele percorresse o mundo, apresentando-o em persos contextos, falando sobre o nosso sistema jurídico e recebendo o reconhecimento das plateias. Ele se disse surpreso com a atualidade da discussão sobre a reação de seres humanos a pressões, isolamentos, riscos e tédio, que, durante a pandemia, afetam, igualmente, as pessoas do ponto de vista psicológico. Ficha técnica Rodada em preto e branco, durante os 16 dias de recesso forense em 2015 e 2016, a obra, estrelada por Gustavo Werneck, conta a história de um juiz que sob escolta policial, passa a esconder-se, em seu próprio gabinete, para escapar a ameaças de criminosos, réus de processos sob sua responsabilidade. Produção da VFilmes, em coprodução da Hungry Man, o filme já participou de festivais em países como Estados Unidos, Argentina, Índia, Portugal, Suécia e Irã. No 25º Indie Fest Film Awards, foi escolhido como melhor longa internacional de ficção, uma das dez premiações com que foi agraciado. Rodado em tempo recorde, o filme teve pré-estreia em 2017, no Salão do 1º Tribunal do Júri A obra conta com direção de fotografia de Dudu Miranda, que assinou, entre outros, Tim Maia (2014), Tainá 3 (2012), O bem-amado (2010), Lixo Extraordinário (2010) e Olhar Estrangeiro (2006). A trilha sonora ficou a cargo de Artur e Alexandre Andrés. O diretor Ricardo Mehedff, que também atua como montador, roteirista e produtor, é pós-graduado em cinema pela George Washington University. Seus filmes foram selecionados para mais de 100 festivais, incluindo alguns dos principais eventos mundiais. Além de Foro Íntimo, o primeiro longa, tem quatro curtas-metragens: Um (2008), Capital circulante (2004), Noite aberta (2003) e Um branco súbito (2002). Obra cinematográfica explora as linhas angulosas do Fórum de BH, projetado pelo engenheiro e arquiteto Raphael Hardy Filho (imagem sem autor e data) Cineclube TJ O Cineclube TJ apresenta, mensalmente, grandes obras do cinema, seguidas de comentários com especialistas. O objetivo da iniciativa é integrar servidores, magistrados e o público externo do Tribunal mineiro, estimular reflexões sobre temas universais e incentivar a apreciação da sétima arte. As sessões normalmente acontecem na última quinta-feira de cada mês. Promovendo cultura, informação e entretenimento, o programa foi criado em 2003 e já exibiu cerca de 100 obras. O Cineclube foi interrompido em 2010, com a morte do seu idealizador, sendo retomado em 2014, quando foi rebatizado, em homenagem ao iniciador da empreitada, Cineclube Desembargador Sérgio Braga.  
24/09/2020 (00:00)
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